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O Primeiro Livro Publicado

Foi somente com 45 anos que aconteceram minhas primeiras publicações: Acompanhando os fatos em 1987, uma maneira de aprender Geografia através dos acontecimentos. E, seguindo sugestão do meu editor Maurilo  Sampaio, em 1989 e 1990 produzi uma coleção de cadernos de mapas em quatro volumes: Atividades com mapas, ambas publicações pela Editora FTD.


Minha primeira história publicada deu-se em 1990 com o livro A PARÁBOLA DO PLANETA AZUL, também pela Editora FTD.

A ideia deste livro aconteceu durante uma aula de Geografia num terceiro ano do ensino Médio na Escola Estadual Eduardo Carlos Pereira, situada na Vila Rica, zona Leste de São Paulo. A aula terminava às 23 horas. Pois bem, quando faltavam uns dez minutinhos pra aula terminar, acabou o meu assunto. Deixei os alunos a vontade até que desse o sinal.


Mas vendo que falavam alto demais e com isso eu poderia estar atrapalhando a aula do colega ao lado, pedi que ficassem quietos porque iria contar-lhes uma história. Comecei inventar uma história em que Deus criara o planeta azul e mandara um anjo cuidar dele. Atento ao relógio pra dispensar os alunos logo que desse o sinal das onze horas, para meu desespero parecia que o relógio havia parado.



Quando finalmente deu 23 horas, encerrei a aula e dispensei os alunos. Pra minha surpresa, ninguém quis sair pedindo que eu continuasse a história: “Continua a história, Fernando!” Claro que não continuei e com dificuldade fiz que fossem embora.


Retornando para casa com o meu fusquinha (pra cortar caminho atravessava o cemitério) veio-me um pensamento: Se meus alunos estavam gostando tanto, outros poderiam gostar também.


Nesse caso, o que eu deveria fazer? Escrever um livro? Seria isso? Bem, mas para tanto teria que terminar de criar a história e depois, e depois, levá-la até uma editora? Mas quem era eu pra querer tanto? Mas criando coragem que eu não tinha, foi o que eu fiz.


Terminei de escrever a história na minha máquina de escrever Olivetti semiportátil (comprada em 36 prestações) aproveitando retalhos de tempo, pois, eu dava aulas de manhã, à tarde e à noite.


O mais difícil foi criar coragem e procurar por uma editora. Meus passos me levaram até a editora FTD. Lá fui recebido por um editor. Ele pediu que lhe desse as folhas datilografadas que eu levara e fez um gesto pra que eu sentasse.


Ele também sentou-se e começou a ler os originais (é esse o nome que se dá à obra ou manuscritos que escritores entregam à editora). Eu ali sentado, vendo-o ler folha por folha, engolia seco e suava frio. Era muita emoção ver um editor lendo uma história que eu escrevera. E foi!.

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