
Trabalho Pesado
Trabalho mais pesado realizado geralmente após o almoço, era buscar pedra e areia no rio Paraíba. Pedra para a filtragem da água da bica na mata e para construção da escada que leva ao campo morro acima e areia para a construção da igreja do seminário. Segundo meu colega Alberto Gonçalves, a igreja foi toda rebocada com 360 caminhões de areia retirada do rio Paraíba. Do rio até a beira da estrada, a areia era levada em sacos nas costas e depois no velho caminhão, dirigido pelo padre Alvino Bebber. A igreja dedicada à Maria Auxiliadora, em Lavrinhas, foi levantada e inaugurada nos anos que estivemos no seminário.
Recordo-me que enquanto catávamos as pedras nas margens do rio, um colega catarinense chamado Amauri, se gabava pegando escorpião, fazendo do dedão e do dedo indicador uma pinça. Na vida tudo é uma questão de jeito.
Visitas
Somente quem tinha motivo muito especial podia visitar a família uma vez por ano. Eu tive esse privilégio por conta da doença do coração do meu pai. Nessa oportunidade, com minha mãe, aproveitava para visitar algumas famílias muito amigas: família Gobbo, família Pavan (Dona Bebé era uma espécie de madrinha minha), família Cia e Rosalém (Dona Norina e seus muitos filhos). Receber visita no colégio era coisa raríssima e pra poucos. Eu, por exemplo, fui visitado apenas duas vezes nos seis anos que estive em Lavrinhas: uma vez pela minha irmã Lourdes, aproveitando que viera a Aparecida, e outra vez pelo meu cunhado José Carlos.
Numa época em que eu fiquei encarregado de receber e alojar as visitas, eu ficava todo feliz quando ganhava uma gorjeta...



